Publicado originalmente no Blog Acesso – o blog da democratização cultural em 20 de fevereiro de 2014. “Tempo, trocas, deslocamentos, convivência, isolamento, dedicação, mobilidade, contatos pessoais e culturais são aspectos relevantes e significativos apontados por todos os artistas – em conversas e depoimentos – e que colocam a residência artística vivida […]
Cultura
“Entre as muitas maneiras de se combater o nada, uma das melhores é tirar fotografias, atividade que deveria ser ensinada desde muito cedo às crianças, pois exige disciplina, educação estética, bom olho e dedos seguros” - Cortázar.
O âmbito da cultura passou a fazer parte das políticas públicas sobre o uso e o desenvolvimento do espaço urbano, em São Paulo, desde a definição do Plano Diretor Estratégico de 2002. A lei que define, entre outras, diretrizes de ocupação do solo, infraestrutura e mobilidade, trouxe, como inovação, item dedicado à cultura.
Sobre a promoção e proteção das expressões culturais populares e tradicionais, o Acesso conversou com o sociólogo Marcelo Manzatti, que preside o Fórum para as Culturas Populares e Tradicionais.
Às vésperas do aniversário de 50 anos do golpe, se tem podido assistir inúmeros debates, seminários e outros eventos promovidos em torno do tema.
O setor cultural português foi duramente atingido pela crise econômica que o país atravessa. Com o Ministério da Cultura extinto, passou a existir apenas uma Secretaria de Estado sem poder decisório para tratar das políticas públicas portuguesas para a cultura.
Para Felipe Ferreira, professor do Instituto de Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ e coordenador do Centro de Referência do Carnaval, o crescimento do carnaval de rua deve-se à liberdade de expressão proporcionada pelos blocos. “Vivemos em um período em que a principal questão cultural é a diversidade. O bloco de rua está mais próximo da criação de cada um. Você pode organizar seu bloco, fazer sua fantasia, criar sua marchinha, ir a mais de um bloco no mesmo dia. Há uma grande diversidade de escolhas”, explica o professor.
Segundo Edu Agni, “o que impulsiona o movimento pelo software livre não é o fato de o mesmo ser economicamente viável ou tecnologicamente sustentável, mas sim o fato de ser socialmente justo". Edu não tem dúvidas de que todo software é um produto cultural. “A partir do momento em que olhamos para o software não como um produto comercial, mas sim como o resultado de um trabalho coletivo, construído e disseminado com base numa ideologia de liberdade comum, com a finalidade de beneficiar a sociedade”.
Ao ingressar em domínio público, determinada obra passa a ser acessível a qualquer pessoa, que poderá reproduzi-la, compartilhá-la ou criar outras obras a partir dela. Para Sérgio Branco, líder de projetos do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas – CTS/FGV, isso significa a garantia de direitos constitucionais como os acessos à cultura e à educação e o direito de livre expressão. Assista ao vídeo da entrevista.