Embora seu espaço nos veículos de comunicação tradicionais venha diminuindo, a crítica de arte persiste em outros meios e é ainda importante elemento do processo de articulação de ideias e produção de sentido na arte contemporânea. Para melhor compreender o papel da crítica e para entender como é formado o crítico de arte, o Blog Acesso entrevistou Fernando Amed, coordenador da pós-graduação em História da Arte: Teoria e Crítica do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo e professor de História da Arte no Museu da Imagem e do Som – MIS de São Paulo.
Cultura
Há pouco mais de 40 anos, a partir da ideia de produzir uma mostra de humor gráfico dentro do Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba, um grupo de jornalistas, artistas e intelectuais da cidade paulista resolveu partir em direção ao Rio de Janeiro, para apresentar a proposta aos editores do O Pasquim. Do jornal carioca veio o apoio de figuras como Jaguar, Millôr Fernandes, Paulo Francis e Zélio Alves Pinto. Após idas e vindas, o primeiro Salão de Humor de Piracicaba abriu suas portas em 1974, em plena ditadura militar. Ultrapassando as expectativas iniciais, duas edições mais tarde o evento tornar-se-ia internacional, transformando a cidade de Piracicaba em referência para a produção de humor gráfico por abrigar uma das maiores e mais antigas mostras do gênero no mundo.
O impresso, editado e publicado de forma autônoma, passa por um momento de ebulição e grande vitalidade.
Produzida e publicada de modo independente, a Revista Bagre circulou por Jundiaí, SP, entre outubro de 2009 e fevereiro de 2010. Queria falar sobre a cultura local, ajudar a dinamizá-la e disseminá-la, queria abrir espaços. A publicação discutiu políticas públicas na área da cultura, veiculou conteúdos de artistas locais e procurou debater, também, a relação da cidade com o meio ambiente.
A última edição da pesquisa Retratos da Leitura do Brasil, publicada em 2012, aponta que o brasileiro lê, em média, quatro livros por ano. É um índice baixo, que reflete a ausência de uma cultura leitora disseminada no país. No entanto, para Christine Fontelles, coordenadora da Rede Temática GIFE Leitura e Escrita de Qualidade para Todos e diretora de educação e cultura do Instituto Ecofuturo, a questão da leitura precisa ser abordada não apenas a partir do número de livros lidos, mas também a partir da qualidade dessa leitura.
Segundo o coordenador do curso Arte: História, Crítica e Curadoria da PUC-SP, Fabio Cypriano, o curador é uma figura recente no campo da arte. Trata-se, de acordo com o especialista, de um profissional que surgiu, a princípio, para criar contextos que explicitassem novas propostas artísticas, como, por exemplo, a importância do entendimento do processo de criação para a apreciação de uma obra.
Enquanto gestor de cultura, Mário de Andrade também contribuiu para as políticas de preservação do patrimônio material e imaterial e para a educação infantil. Buscou valorizar a produção cultural das camadas populares, algo, para a época, inovador, e criou bibliotecas móveis para ampliar o acesso aos livros. Sobre a contribuição do modernista para as políticas culturais e a democratização da cultura, conversamos com o biógrafo Eduardo Jardim, autor de "Eu sou trezentos — Mário de Andrade: Vida e obra".
Entrevistamos o presidente da Fundação Memorial da América Latina, João Batista de Andrade, para buscar melhor compreender a pluralidade de culturas que é a característica comum dos países latino-americanos.
Nesta entrevista, o ensaísta, ilustrador e documentarista Felipe Eugênio fala pelo Bando Editoral Favelofágico, formado a partir da proposta de construir um movimento literário de escritores das classes populares, no Rio de Janeiro.