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	<title>Bernardo Vianna &#187; Jornalismo</title>
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	<description>jornalismo digital e alguma literatura</description>
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		<title>O futuro do jornalismo em cinco vídeos</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 15:46:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Vianna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Um panorama sobre o futuro do jornalismo a partir de cinco vídeos disponíveis na web. O que muda no jornalismo com o surgimento de novos meios, novas ferramentas, novos modos de interação com o público e novos modelos de negócio?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Um panorama sobre o futuro do jornalismo a partir de cinco vídeos disponíveis na web. O que muda no jornalismo com o surgimento de novos meios, novas ferramentas, novos modos de interação com o público e novos modelos de negócio?</strong></p>
<p>O jornalismo está mudando, já não restam dúvidas. Mas mudando de que forma? A causa das mudanças é o desenvolvimento da tecnologia da comunicação, a emergência de novas mídias, imediatas, integradas em rede, ainda pouco mapeadas, acessíveis àqueles que a indústria acostumou-se a chamar de audiência, mas que agora fazem parte do jogo produzindo, editando e divulgando conteúdo. De que forma as empresas de notícias estão se adaptando para atravessar a crise do modo de publicação e do modelo de negócios? <strong>Tentei não necessariamente responder, mas comentar tais questionamentos reunindo os cinco vídeos a seguir.</strong></p>
<h3><strong>1. O novo meio</strong></h3>
<p>O novo meio é a tela. Isso significa o fim do papel? Ainda não. Segundo o <a title="Special report: The news industry" href="http://www.economist.com/printedition/2011-07-09" target="_blank">The Economist</a>, embora <strong>o número de jornais impressos diários</strong> tenha diminuido ao longo dos últimos anos nos países industrializados, <strong>nos países em desenvolvimento</strong> o mesmo número <strong>está crescendo</strong>: 6,1% na África do Sul, 10,4% na China, <strong>20,7% no Brasil</strong> e 39,7% na Índia (crescimento da circulação média entre 2005 e 2009).</p>
<p>O vídeo abaixo foi <a title="Phillip Mendonça-Vieira" href="http://okayfail.com/2011/nytimes-timelapse.html" target="_blank">criado por Phillip Mendonça-Vieira</a>, que observou que a maioria das publicações on-line não mantém um arquivo do layout de suas páginas iniciais. As primeiras páginas dos jornais impressos são fontes importantes para historiadores pois mostram os fatos que os jornalistas julgaram mais relevantes em determinado dia, e isso se perde com as publicações digitais. Composto por <strong>12 mil visualizações da página inicial do portal do New York Times</strong> &#8211; o site jornalístico mais popular da web -, o vídeo mostra os principais acontecimentos do mundo, segundo o jornal norte-americano, entre setembro de 2010 e julho de 2011.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/sCKGOiauJCE" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p><em>(Atenção aos eventos: resgate dos mineiros chilenos em 0:39, primavera árabe em 3:38 e tsunami no Japão em 4:54)</em></p>
<h3><strong>2. O modelo de negócio</strong></h3>
<p><a title="A little local difficulty - The Economist" href="http://www.economist.com/node/18904190" target="_blank">Aconteceu quando surgiram os canais de TV pagos com notícias 24h e acontece agora novamente com a internet</a>: a debandada de anunciantes para a nova mídia em que o público estiver focando sua atenção no momento. Em um modelo de negócios como o das empresas de jornalismo dos EUA (que em geral é reproduzido no Brasil), em que cerca de <strong>80% da renda tem origem na venda de espaços publicitários</strong>, esse movimento causa inquietação. Por esse motivo tornou-se tão importante para os jornais criar novos modelos que façam com que seus portais na web gerem renda (e eu não estou nem falando de lucro, trata-se de<strong> renda para manter os jornais funcionando</strong>).</p>
<p><strong><a title="Como anda o paywall do NYTimes? - Tiago Dória" href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2011/07/26/como-anda-o-paywall-do-nytimes/" target="_blank">A bola da vez é o paywall do NYT</a></strong>. Ao navegar pelo website do jornal norte-americano, o usuário pode ler até 20 artigos por mês antes de ser convidado a pagar para ter acesso a mais conteúdo. <a title="The NYT Paywall Is Out of the Gate Fast - Columbia Journalism Review" href="http://www.cjr.org/the_audit/the_nyt_paywall_is_out_of_the.php" target="_blank">Tendo atingido a marca de 244 mil pagantes em três meses</a>, a <strong>experiência coloca em dúvida a ideia de que o público não estaria disposto a pagar por conteúdo digital</strong>.</p>
<p>David Carr, repórter do NYT e um dos protagonistas do documentário <a title="Page One: Inside the New York Times" href="http://www.magpictures.com/pageone/" target="_blank">Page one: Inside the New York Times</a>, fala sobre a situação financeira do jornal em que trabalha durante a entrevista no vídeo abaixo (antes de passar para a análise do escândalo das escutas telefônicas do News of the World). Quando o entrevistador, referindo-se ao <strong>paywall</strong>, pergunta “So the grey lady has turned into the painted harlot?” (&#8220;Então a dama cinza &#8211; apelido do NYT por conta de sua tradição de publicar mais texto do que imagens &#8211; se transformou em prostituta pintada?&#8221;), Carr devolve “That’s part of the brand repositioning&#8221; (&#8220;<strong>É parte do reposicionamento da marca</strong>&#8220;).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="margin-right: auto; margin-left: auto; margin-top: 15px; margin-bottom: 15px;">
<div style="background-color: #000000; width: 520px;">
<div style="padding: 4px;">
<p><object width="512" height="288" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://media.mtvnservices.com/mgid:cms:video:colbertnation.com:392480" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="base" value="." /><param name="flashvars" value="" /><embed width="512" height="288" type="application/x-shockwave-flash" src="http://media.mtvnservices.com/mgid:cms:video:colbertnation.com:392480" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" base="." flashvars="" /></object></p>
<p style="text-align: left; background-color: #ffffff; padding: 4px; margin-top: 4px; margin-bottom: 0px; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px;"><strong><a href="http://www.colbertnation.com/the-colbert-report-videos/392480/july-19-2011/david-carr">The Colbert Report</a></strong><br />
Get More: <a href="http://www.colbertnation.com/full-episodes/">Colbert Report Full Episodes</a>,<a href="http://www.indecisionforever.com/">Political Humor &amp; Satire Blog</a>,<a href="http://www.colbertnation.com/video">Video Archive</a></p>
</div>
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</div>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>3. O meio de produção</strong></h3>
<p>Então <strong>como integrar de forma simples e barata as versões web e impressa de uma publicação?</strong> A resposta encontrada por <a title="William P. Davis" href="http://wpdavis.com/" target="_blank">William P. Davis</a> foi desenvolver, no <a title="Bangor Daily News" href="http://www.bangordailynews.com/" target="_blank">Bangor Daily News</a>, <a title="Bangor Daily News completes final switch to WordPress" href="http://dev.bangordailynews.com/2011/06/13/bangor-daily-news-completes-final-switch-to-wordpress/" target="_blank">um sistema editorial baseado em software livre, utilizando o WordPress como plataforma de publicação</a>. O mais interessante: o <strong>WordPress foi totalmente integrado ao InDesign</strong>, o que significa que o que é publicado on-line segue diretamente para a montagem do jornal impresso, ou seja, o jornal tem um só sistema de gerenciamento de conteúdo (um software gratuito) tanto para a versão on-line quanto para a versão impressa.</p>
<p>Em suma, <strong>o processo editorial do jornal segue as seguintes etapas</strong>: 1. Os artigos são escritos utilizando o Google Docs, onde passam pelo processo de edição utilizando as etiquetas e comentários do sistema; 2. Os documentos com os artigos prontos para publicação são então enviados para o WordPress via XML com apenas um click (por meio de um <a title="Docs to WordPress" href="http://wordpress.org/extend/plugins/docs-to-wordpress/stats/" target="_blank">plugin desenvolvido pela equipe de Davis</a>); 3. No WordPress, os editores publicam o artigo na web e preparam os títulos e subtítulos para a versão impressa; 4. Os artigos então seguem para o InDesign via <a title="InDesign Tagged Text" href="http://livedocs.adobe.com/en_US/InDesign/5.0/tagged_text.pdf" target="_blank">tagged text</a> para a preparação do jornal para impressão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe src="http://www.screenr.com/embed/8J8s" frameborder="0" width="650" height="396"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>4. Produção de conteúdo de muitos para muitos</strong></h3>
<p><a title="The people formerly known as the audience - The Economist" href="http://www.economist.com/node/18904124" target="_blank">As pessoas, antes chamadas de &#8220;a audiência&#8221;, agora fazem parte da produção de conteúdo</a> graças às mídias sociais. Cabe aqui, antes de mais nada, uma observação sobre a diferença entre redes e mídias sociais: vamos chamar de rede social o ambiente em que as pessoas reúnem seus contatos e trocam informações com eles, as redes são, <a title="Redes sociais, mídias sociais e mídias digitais: Qual a diferença?" href="http://midiabuzz.com.br/midias-sociais/redes-sociais-midias-sociais-e-midias-digitais-qual-a-diferenca" target="_blank">segundo o Mídia Buzz</a>, &#8220;formas de representação dos relacionamentos afetivos ou profissionais dos seres entre si, em forma de rede ou comunidade. (&#8230;) Mídia social é o termo usado para definir a interação interpessoal no meio eletrônico, e trata-se da produção de conteúdo de muitos para muitos. <strong>É importante deixar claro que as redes sociais são apenas parte das mídias sociais</strong>&#8220;.</p>
<p>A &#8220;produção de conteúdo de muitos para muitos&#8221; pode ser &#8211; e cada vez mais está sendo &#8211; utilizada pelos jornais para criar <strong>conteúdo único, alimentado pela comunidade de usuários da Internet por meio das APIs de diversas ferramentas de web 2.0</strong>. Por exemplo, quando o escândalo dos grampos telefônicos veio a tona no Reino Unido, <a title="How Twitter tracked the News of the World scandal - The Guardian" href="http://www.guardian.co.uk/media/interactive/2011/jul/13/news-of-the-world-phone-hacking-twitter" target="_blank">o Guardian criou uma página alimentada pelos tweets sobre o assunto</a>, gerando uma visualização de quais foram os principais eventos e de como a comunidade reagiu a eles. É o que mostra o vídeo abaixo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/OUw6AxdKPzs" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>5. Do que não podemos nos esquecer</strong></h3>
<p>Por fim, o vídeo a seguir traz uma reflexão de Brian Storm, fundador da <a title="MidiaStorm" href="http://mediastorm.com/" target="_blank">MidiaStorm</a>, um estúdio de produção de conteúdo multimídia especializado em contar histórias de conteúdo humano com profundidade, o oposto de uma <strong>tendência muito comum na web que tem como prática a produção em massa de conteúdo superficial</strong>. Afinal, <strong>visualizações de página são a melhor unidade de medida para se verificar o sucesso de um produto jornalístico? É possível medir a responsabilidade cívica original do jornalismo?</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/16685171?portrait=0&amp;color=ffffff" frameborder="0" width="600" height="337"></iframe></p>
<p><a href="http://vimeo.com/16685171">Metrics for Newspapers</a> from <a href="http://vimeo.com/havard">Håvard Ferstad</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<p><img src='http://bernardovianna.com/wp-content/uploads/2011/08/banner021.jpg'></p>]]></content:encoded>
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		<title>Imprensa alternativa brasileira e a contra cultura</title>
		<link>http://bernardovianna.com/2011/07/jornalista-lanca-livro-sobre-a-imprensa-alternativa-brasileira-e-a-contra-cultura/</link>
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		<pubDate>Tue, 12 Jul 2011 15:53:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Vianna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Multifoco]]></category>
		<category><![CDATA[imprensa]]></category>
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		<category><![CDATA[mídia independente]]></category>

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		<description><![CDATA[É com grande prazer que aproveito este espaço para falar do mais recente livro do jornalista Bruno Delecave, "Imprensa Alternativa Brasileira e a Contra Cultura", lançado em 14 de maio de 2011, pelo selo Luminária Academia, da editora Multifoco, aqui no Rio de Janeiro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O jornalista Bruno Delecave é amigo de longa data, dos tempos de faculdade. Desde então, compartilhamos grande interesse pelo tipo de jornalismo comprometido em questionar as normas sociais e propor alternativas.  Por isso, é com grande prazer que aproveito este espaço para falar de seu mais recente livro, <a title="Imprensa Alternativa Brasileira e a Contra Cultura - Editora Multifoco" href="http://www.editoramultifoco.com.br/literatura-loja-detalhe.php?idLivro=&amp;idProduto=464" target="_blank">&#8220;Imprensa Alternativa Brasileira e a Contra Cultura&#8221;, lançado em 14 de maio de 2011, pelo selo Luminária Academia, da editora Multifoco</a>, aqui no Rio de Janeiro.</p>
<p>Bruno, que também é poeta, estreou no mercado editorial em 2007, com a publicação de <a title="Malícia &amp; Babilônia" href="http://delecave.blogspot.com/2007/11/vendas-on-line.html" target="_blank">Malícia &amp; Babilônia</a>, livro de poemas editado pela Ibis Libris. Foi, aliás, por meio da poesia que o jornalista ingressou no mundo das publicações independentes: &#8220;Durante a adolescência, aprendi a declamar poemas e, em seguida, comecei a escrever os meus. O resultado foram declamações no Rio e em algumas outras cidades do Brasil e a criação da publicação autônoma Malicear, onde divulgava meus poemas de maneira independente.&#8221; O jornalista também trabalhou no Pasquim 21, onde, segundo ele, se apaixonou por um tipo de imprensa iconoclasta e bem humorada. Quando veio o desejo de fazer uma pesquisa acadêmica sobre o tema, Bruno buscou, no estilo de seu texto, proporcionar uma leitura instigante e divertida, porém sem descuidar do rigor acadêmico.</p>
<p><a href="http://bernardovianna.com/wp-content/uploads/2011/07/convite-imprensaalternativabrasileira1.jpg" rel="prettyPhoto[567]"><img class="aligncenter size-full wp-image-571" title="imprensa alternativa brasileira e a contra cultura" src="http://bernardovianna.com/wp-content/uploads/2011/07/convite-imprensaalternativabrasileira1.jpg" alt="imprensa alternativa brasileira e a contra cultura" width="280" height="257" /></a></p>
<p>Agora, com a licença do leitor, vou deixar o autor falar sobre sua obra:</p>
<blockquote><p>Há quem diga que a contracultura acabou. Outros afirmam que ela é uma atitude, um ponto de vista, e nunca acabará. Já a imprensa alternativa parece ter migrado para a Internet, onde fica perto dos seus seguidores e longe dos seus inimigos. O livro Contracultura e Imprensa Alternativa no Brasil, do jornalista Bruno Delecave, resgata a memória do periódico Luta &amp; Prazer e aborda a contracultura sob uma ótica ora histórica, ora sociológica, revelando suas ligações com o modernismo. O livro avança sobre a pesquisa da história da imprensa (alternativa) brasileira, colocando a peça que faltava para sua migração para a Internet.</p>
<p>Com introdução assinada pelo coordenador do curso de Jornalismo da PUC-Rio, Leonel Aguiar, o livro percorre as diversas fases da contracultura no Brasil e no mundo,</p>
<p>contextualizando o seu papel vanguardista através da história e situando-a na fronteira entre o moderno e o pós-moderno. Feito isto, o autor parte para as trincheiras do jornalismo alternativo brasileiro, em sua trajetória para escapar das garras da censura (de direita e esquerda) e adentrar dentro da década de 80 como uma nova esquerda, decidida a ter voz. &#8220;Recheado de fotos, entrevistas e sempre dialogando com diversos autores, o livro que Delecave nos dá de presente para o pensamento percorre essas questões e muitas outras. Uma leitura indispensável para o prazer da vida e a potência de viver”, e logia Leonel Aguiar.</p>
<p>Para o também jornalista Toninho Vaz, expoente da contracultura brasileira, a obra ultrapassa o mérito literário ao contribuir para a formação de um novo olhar sobre a temática e articular autores emblemáticos como Allen Ginsberg, Marcuse,Wilhen Reich, ThimotyLeary, Aldous Huxley, Luis Carlos Maciel, Paulo Leminski e Torquato Neto. “Ao registrar as cenas acontecidas nas correntes do engajamento, em maio de 68, Delecave direciona o olhar ao sentido oposto, na contracultura dos acontecimentos. Para isso, o livro vasculha a literatura pertinente: por suas páginas circulam com exatidão os gurus da nova (velha) era”, comenta Toninho Vaz.</p></blockquote>
<p><img src='http://bernardovianna.com/wp-content/uploads/2011/07/banner111.jpg'></p>]]></content:encoded>
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		<title>Gilmar Mendes, o censor</title>
		<link>http://bernardovianna.com/2009/03/gilmar-mendes-o-censor/</link>
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		<pubDate>Sun, 22 Mar 2009 19:55:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Vianna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
		<category><![CDATA[imprensa]]></category>

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		<description><![CDATA[Encontrei a carta abaixo, do jornalista Leandro Fortes, no sítio da revista eletrônica NovaE. Nela o jornalista denuncia o fato de um programa da TV Câmara ter sido retirado do sítio da emissora a pedido do presidente do STF, o ministro Gilmar Mendes. Ao que parece, o ministro achou pouco interessante o debate sobre a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Encontrei a carta abaixo, do jornalista Leandro Fortes, no <a href="http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&amp;pid=1202">sítio da revista eletrônica NovaE</a>. Nela o jornalista denuncia o fato de um programa da TV Câmara ter sido retirado do sítio da emissora a pedido do presidente do STF, o ministro Gilmar Mendes. Ao que parece, o ministro achou pouco interessante o debate sobre a Operação Satiagraha, a CPI das Escutas Telefônicas Ilegais, as ações contra Protógenes Queiroz e o grampo telefônico com o qual ele próprio estaria envolvido. Bastou então um telefonema ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, para que o programa fosse retirado da internet e da grade de programação da TV Câmara. Nas palavras do autor da carta, uma &#8220;submissão inexplicável&#8221;.</p>
<p><em>Dissemine a carta aberta do jornalista Leandro Fortes e não permita que Gilmar Mendes governe o País com suas atitudes.</em></p>
<blockquote><p><span style="font-size: medium;">Carta aberta aos jornalistas do Brasil</span></p>
<p>19/03/2009 20:54:59</p>
<p><strong>Leandro Fortes </strong></p>
<p>No dia 11 de março de 2009, fui convidado pelo jornalista Paulo José Cunha, da TV Câmara, para participar do programa intitulado Comitê de Imprensa, um espaço reconhecidamente plural de discussão da imprensa dentro do Congresso Nacional. A meu lado estava, também convidado, o jornalista Jailton de Carvalho, da sucursal de Brasília de O Globo. O tema do programa, naquele dia, era a reportagem da revista Veja, do fim de semana anterior, com as supostas e “aterradoras” revelações contidas no notebook apreendido pela Polícia Federal na casa do delegado Protógenes Queiroz, referentes à Operação Satiagraha. Eu, assim como Jailton, já havia participado outras vezes do Comitê de Imprensa, sempre a convite, para tratar de assuntos os mais diversos relativos ao comportamento e à rotina da imprensa em Brasília. Vale dizer que Jailton e eu somos repórteres veteranos na cobertura de assuntos de Polícia Federal, em todo o país. Razão pela qual, inclusive, o jornalista Paulo José Cunha nos convidou a participar do programa.</p>
<p>Nesta carta, contudo, falo somente por mim.</p>
<p>Durante a gravação, aliás, em ambiente muito bem humorado e de absoluta liberdade de expressão, como cabe a um encontro entre velhos amigos jornalistas, discutimos abertamente questões relativas à Operação Satiagraha, à CPI das Escutas Telefônicas Ilegais, às ações contra Protógenes Queiroz e, é claro, ao grampo telefônico – de áudio nunca revelado – envolvendo o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás. Em particular, discordei da tese de contaminação da Satiagraha por conta da participação de agentes da Abin e citei o fato de estar sendo processado por Gilmar Mendes por ter denunciado, nas páginas da revista CartaCapital, os muitos negócios nebulosos que envolvem o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), de propriedade do ministro, farto de contratos sem licitação firmados com órgãos públicos e construído com recursos do Banco do Brasil sobre um terreno comprado ao governo do Distrito Federal, à época do governador Joaquim Roriz, com 80% de desconto.</p>
<p>Terminada a gravação, o programa foi colocado no ar, dentro de uma grade de programação pré-agendada, ao mesmo tempo em que foi disponibilizado na internet, na página eletrônica da TV Câmara. Lá, qualquer cidadão pode acessar e ver os debates, como cabe a um serviço público e democrático ligado ao Parlamento brasileiro. O debate daquele dia, realmente, rendeu audiência, tanto que acabou sendo reproduzido em muitos sites da blogosfera.</p>
<p>Qual foi minha surpresa ao ser informado por alguns colegas, na quarta-feira passada, dia 18 de março, exatamente quando completei 43 anos (23 dos quais dedicados ao jornalismo), que o link para o programa havia sido retirado da internet, sem que me fosse dada nenhuma explicação. Aliás, nem a mim, nem aos contribuintes e cidadãos brasileiros. Apurar o evento, contudo, não foi muito difícil: irritado com o teor do programa, o ministro Gilmar Mendes telefonou ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, do PMDB de São Paulo, e pediu a retirada do conteúdo da página da internet e a suspensão da veiculação na grade da TV Câmara. O pedido de Mendes foi prontamente atendido.</p>
<p>Sem levar em conta o ridículo da situação (o programa já havia sido veiculado seis vezes pela TV Câmara, além de visto e baixado por milhares de internautas), esse episódio revela um estado de coisas que transcende, a meu ver, a discussão pura e simples dos limites de atuação do ministro Gilmar Mendes. Diante desta submissão inexplicável do presidente da Câmara dos Deputados e, por extensão, do Poder Legislativo, às vontades do presidente do STF, cabe a todos nós, jornalistas, refletir sobre os nossos próprios limites. Na semana passada, diante de um questionamento feito por um jornalista do Acre sobre a posição contrária do ministro em relação ao MST, Mendes voltou-se furioso para o repórter e disparou: “Tome cuidado ao fazer esse tipo de pergunta”. Como assim? Que perguntas podem ser feitas ao ministro Gilmar Mendes? Até onde, nós, jornalistas, vamos deixar essa situação chegar sem nos pronunciarmos, em termos coletivos, sobre esse crescente cerco às liberdades individuais e de imprensa patrocinados pelo chefe do Poder Judiciário? Onde estão a Fenaj, e ABI e os sindicatos?</p>
<p>Apelo, portanto, que as entidades de classe dos jornalistas, em todo o país, tomem uma posição clara sobre essa situação e, como primeiro movimento, cobrem da Câmara dos Deputados e da TV Câmara uma satisfação sobre esse inusitado ato de censura que fere os direitos de expressão de jornalistas e, tão grave quanto, de acesso a informação pública, por parte dos cidadãos. As eventuais disputas editoriais, acirradas aqui e ali, entre os veículos de comunicação brasileiros não pode servir de obstáculo para a exposição pública de nossa indignação conjunta contra essa atitude execrável levada a cabo dentro do Congresso Nacional, com a aquiescência do presidente da Câmara dos Deputados e da diretoria da TV Câmara que, acredito, seja formada por jornalistas.</p>
<p>Sem mais, faço valer aqui minha posição de total defesa do direito de informar e ser informado sem a ingerência de forças do obscurantismo político brasileiro, apoiadas por quem deveria, por dever de ofício, nos defender.</p>
<p>Leandro Fortes<br />
Jornalista</p>
<p>Brasília, 19 de março de 2009</p>
<p><strong>Foram enviadas cópias desta carta para Sérgio Murillo de Andrade, presidente da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj); Maurício Azedo, presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI); e Romário Schettino, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF)</strong></p></blockquote>
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		<title>Epígrafe (ou Lima Barreto sobre o jornal)</title>
		<link>http://bernardovianna.com/2009/02/epigrafe-lima-barreto/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Feb 2009 11:26:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Vianna</dc:creator>
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		<category><![CDATA[agitprop]]></category>
		<category><![CDATA[imprensa]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;A Imprensa! Que quadrilha! Fiquem vocês sabendo que, se o Barba-Roxa ressuscitasse, agora com os nossos velozes cruzadores e formidáveis couraçados, só poderia dar plena expansão à sua atividade se se fizesse jornalista. Nada há tão parecido como o pirata antigo e o jornalista moderno: a mesma fraqueza de meios, servida por uma coragem de salteador; conhecimentos elementares do instrumento de que lançam mão e um olhar seguro, uma adivinhação, um faro para achar a presa e uma insensibilidade, uma ausência de senso moral a toda a prova&#8230; E assim dominam tudo, aterram, fazem que todas as manifestações de nossa vida coletiva dependam do assentimento e da sua aprovação&#8230; Todos nós temos que nos submeter a eles, adulá-los, chamá-los gênios, embora intimamente os sintamos ignorantes, parvos, imorais e bestas&#8230; Só se é geômetra com o seu placet, só se é calista com a sua confirmação e se o Sol nasce é porque eles afirmam tal coisa&#8230; E como eles aproveitam esse poder que lhes dá a fatal estupidez das multidões! Fazem de imbecis gênios, de gênios imbecis; trabalham para a seleção das mediocridades, de modo que&#8230;</p>
<p>- Você exagera, objetou Leiva. O jornal já prestou serviços.</p>
<p>- Decerto&#8230; não nego&#8230; mas quando era manifestação individual, quando não era coisa que desse lucro; hoje, é a mais tirânica manifestação do capitalismo e a mais terrível também&#8230; É um poder vago, sutil, impessoal, que só poucas inteligências podem colher-lhe força e a ausência da mais elementar moralidade, dos mais rudimentares sentimentos de justiça e honestidade! São grandes empresas, propriedade de venturosos donos destinadas a lhes dar o mínimo sobre as massas, em cuja linguagem falam, e a cuja inferioridade mental vão ao encontro, conduzindo os governos, os caracteres para os seus desejos inferiores&#8230; Não é fácil a um indivíduo qualquer, pobre, cheio de grandes idéias, fundar um que os combata&#8230;&#8221;</p></blockquote>
<p>- Recordações do Escrivão Isaías Caminha &#8211; Lima Barreto</p>
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