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	<title>Bernardo Vianna &#187; Artigo</title>
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	<description>jornalismo digital e alguma literatura</description>
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		<title>Programa Mãe Coruja Pernambucana é referência internacional no combate à mortalidade infantil e materna</title>
		<link>http://bernardovianna.com/2012/04/programa-mae-coruja-pernambucana-e-referencia-internacional-no-combate-a-mortalidade-infantil-e-materna/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Apr 2012 13:31:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Vianna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia social]]></category>

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		<description><![CDATA[O Programa Mãe Coruja Pernambucana, que tem como objetivo reduzir a mortalidade de mães e crianças em Pernambuco, já foi apresentado em Cabo Verde, Peru, Paraguai e México. Em dezembro de 2011, recebeu representantes do Timor Leste em visita ao Brasil. “Encontramos a equipe do Timor Leste para trocar experiências e passar a metodologia, os avanços e os resultados alcançados. Com isso, acreditamos contribuir com países que enfrentam desafios semelhantes aos nossos”, conta a coordenadora do Comitê Executivo do programa, Ana Elizabeth Lima.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Publicado originalmente em <a title="VIA blog" href="http://www.viablog.org.br/" target="_blank">VIA blog &#8211; Direitos da Criança e do Adolescentes</a> em 31 de janeiro de 2012.</em></p>
<p><a href="http://bernardovianna.com/wp-content/uploads/2012/04/maecoruja-300x200.jpg" rel="prettyPhoto[1002]"><img class="alignright size-full wp-image-1003" title="maecoruja-300x200" src="http://bernardovianna.com/wp-content/uploads/2012/04/maecoruja-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>O <strong><a title="Programa Mãe Coruja" href="http://portal.saude.pe.gov.br/programas-e-acoes/programa-mae-coruja/" target="_blank">Programa Mãe Coruja Pernambucana</a></strong>, que tem como objetivo reduzir a mortalidade de mães e crianças em Pernambuco, já foi apresentado em Cabo Verde, Peru, Paraguai e México. Em dezembro de 2011, recebeu representantes do Timor Leste em visita ao Brasil. “Encontramos a equipe do Timor Leste para trocar experiências e passar a metodologia, os avanços e os resultados alcançados. Com isso, acreditamos contribuir com países que enfrentam desafios semelhantes aos nossos”, conta a coordenadora do Comitê Executivo do programa, Ana Elizabeth Lima.</p>
<p>No México e no Paraguai, a visita do <strong>Mãe Coruja</strong> aconteceu a convite da <strong><a title="Organização dos Estados Americanos" href="http://www.oas.org/pt/" target="_blank">Organização dos Estados Americanos – OEA</a></strong><strong>.</strong> “Estamos exportando tecnologia social para a melhoria da qualidade de vida, especialmente, de mulheres e crianças”, afirma Ana Elizabeth.<strong> </strong></p>
<p>Lançado em outubro de 2007, no sertão do Araripe, em Pernambuco, o programa atua por meio de ações integradas de oito secretarias – <strong>Saúde</strong>; <strong>Educação</strong>; <strong>Desenvolvimento Social e Direitos Humanos</strong>; <strong>Criança e Juventude</strong>; <strong>Especial da Mulher</strong>; <strong>Qualificação, Trabalho e Empreendedorismo</strong>; <strong>Agricultura e Reforma Agrária;</strong> e <strong>Planejamento</strong>.</p>
<p>Ana Elizabeth explica que as ações do <strong>Mãe Coruja </strong>dividem-se em três eixos: Saúde, Educação e Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. No eixo Saúde, os objetivos são o aumento da atenção ao pré-natal, ao parto e ao pós-parto; a melhoria da rede de serviços materno-infantil; e o acompanhamento do desenvolvimento da criança. Também faz parte deste eixo a articulação com a <strong><a title="Rede Cegonha" href="http://portal.saude.gov.br/portal/saude/Gestor/visualizar_texto.cfm?idtxt=37082" target="_blank">Rede Cegonha</a></strong>, estratégia do governo federal para aperfeiçoar a rede de serviços de atenção materno-infantil, que vem sendo implantada no país. Pernambuco foi o primeiro Estado a assinar o termo de adesão, o que, para Ana Elizabeth, “representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo <strong>Mãe Coruja</strong>”. O programa também é parceiro da <strong><a title="Abrinq" href="http://www.fundabrinq.org.br/portal/default.aspx" target="_blank">Save the Children/Fundação Abrinq</a></strong>, da <strong><a title="RNPI" href="http://primeirainfancia.org.br/" target="_blank">Rede Nacional pela Primeira Infância – RNPI</a></strong>, do <strong>Fórum Nacional da Primeira Infância</strong> e do <strong><a title="Unicef" href="http://www.unicef.org.br/" target="_blank">UNICEF</a></strong>.</p>
<p>O segundo eixo, Educação, atende as mulheres cadastradas no programa por meio dos <strong>Círculos de Educação e Cultura</strong>, que atuam para consolidar processos de alfabetização, letramento e elevação de escolaridade, possibilitando à mãe o pleno exercício da cidadania, além da inserção no mercado de trabalho. Já no eixo Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, é promovida a inclusão das gestantes e de seus familiares em situação de vulnerabilidade em programas sociais tais como o <strong><a title="Bolsa Família" href="http://www.mds.gov.br/bolsafamilia" target="_blank">Bolsa Família</a></strong> e o <strong><a title="Benefício de Prestação Continuada" href="http://www.mds.gov.br/assistenciasocial/beneficiosassistenciais/bpc" target="_blank">Benefício de Prestação Continuada – BPC</a></strong>.</p>
<p>O <strong>Mãe Coruja </strong>tem cadastradas 68.329 mulheres e 30.473 crianças, de zero a cinco anos. Entre as mulheres, 6.489 gestantes e 32.541 puérperas encontram-se em fase de acompanhamento. O atendimento é realizado em núcleos presentes em 103 municípios pernambucanos, intitulados <strong>Cantos Mãe Coruja</strong>. “Atingimos 100% dos municípios onde a mortalidade infantil encontrava-se acima da taxa de 25 mortes para cada grupo de 1000 crianças”, afirma a coordenadora do Comitê Executivo do programa.</p>
<p>Nos municípios em que foram implantados os <strong>Cantos Mãe Coruja</strong>, dois profissionais de nível superior são responsáveis pelo cadastramento das gestantes e sua inserção na rede de serviços e cuidados, oferecidos pelo Estado e pelos municípios. Ana Elisabeth explica que é por meio dos <strong>Cantos Mãe Coruja</strong> que as mulheres têm acesso aos <strong>Círculos de Educação e Cultura</strong>, são inseridas em serviços, programas sociais e de segurança alimentar, participam de cursos de qualificação profissional e de programas voltados para a agricultura.</p>
<p>Com a aprovação da Lei 13.959, em dezembro de 2009, o <strong>Programa Mãe Coruja Pernambucana</strong> foi regulamentado como Política Pública para o Estado de Pernambuco. O programa é assessorado por representantes de cada uma das oito secretarias envolvidas e tem comitês para cada Regional de Saúde, coordenados pela Gerência Regional de Saúde e compostos por representantes dos municípios.</p>
<p>A convite da <strong>Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República</strong>, o <strong>Programa Mãe Coruja Pernambucana</strong> será apresentado na reunião <strong>Primeira Infância: Melhores Práticas Internacionais</strong>, no<strong> </strong>próximo dia 14 de fevereiro (2012).</p>
<p>Para conhecer mais o programa, sua metodologia e impactos, acesse <a title="http://maecorujape.blogspot.com/" href="http://maecorujape.blogspot.com/" target="_blank">http://maecorujape.blogspot.com/</a></p>
<p><em><strong><span style="color: #888888;">Bernardo Vianna / VIA blog</span></strong></em></p>
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		<title>Plataforma web busca incentivar economia da cultura</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Apr 2012 01:32:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Vianna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[economia criativa]]></category>
		<category><![CDATA[produção cultural]]></category>

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		<description><![CDATA[Mesmo com projetos aprovados em leis de incentivo fiscal, como a Lei Rouanet e a Lei do Audiovisual, que permitem a captação de recursos, tendo como contrapartida para os investidores descontos no imposto de renda, produtores deparam-se com um gargalo no momento de encontrar empresas para investir em seus projetos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Publicado originalmente em <a title="Blog Acesso" href="http://www.blogacesso.com.br/" target="_blank">Blog Acesso &#8211; o blog da democratização cultural</a> em 26 de janeiro de 2012.</em></p>
<p>Mesmo com projetos aprovados em leis de incentivo fiscal, como a <strong>Lei Rouanet</strong> e a <strong>Lei do Audiovisual</strong>, que permitem a captação de recursos, tendo como contrapartida para os investidores descontos no imposto de renda, produtores deparam-se com um gargalo no momento de encontrar empresas para investir em seus projetos.</p>
<p>Tainan Franco produz projetos culturais no Estado de São Paulo por meio de leis de incentivo fiscal desde 2005. Segundo ela, grande parte dos projetos propostos para aprovação pela <strong>Lei Rouanet</strong> são aprovados. “Este nem é o grande desafio de um produtor cultural; a parte de captação é considerada vital para a realização dos projetos”, diz. Tainan observa ainda que as empresas, em geral, preferem investir em projetos de grande visibilidade. “Existe essa prática do marketing cultural, o que dificulta a captação de projetos de artistas regionais ou de menor projeção”, comenta a produtora.</p>
<p>No interior do Paraná, a cidade de Maringá conseguiu elevar a quantia captada para projetos aprovados pela <strong>Lei Rouanet</strong> de R$ 539.852, em 2009, para R$ 2.313.029, em 2011. Entre os motivos do grande crescimento da captação por meio da lei de incentivo está o <a title="captarte.com.br" href="http://captarte.com.br/" target="_blank"><strong>Captarte – Programa de Captação de Recursos para Projetos Culturais</strong></a>, parceria entre o <strong><a title="Instituto Museu Memória e Vida" href="http://www.museumemoriaevida.org.br/termo-de-adesao/" target="_blank">Instituto Museu Memória e Vida – IMMV</a></strong> e o <strong>Sindicato dos Contabilistas de Maringá – Sincontábil</strong>.</p>
<p><a href="http://bernardovianna.com/wp-content/uploads/2012/04/captarte.jpg" rel="prettyPhoto[972]"><img class="alignright size-full wp-image-973" title="captarte" src="http://bernardovianna.com/wp-content/uploads/2012/04/captarte.jpg" alt="" width="333" height="189" /></a>O programa disponibilizou uma ferramenta web, vinculada a um portal cultural, para promover a economia da cultura na região norte do Paraná. Por meio do <strong>Captarte</strong>, empresas, proponentes de projetos culturais e escritórios contábeis compõem uma rede voltada para o incentivo e o financiamento da economia da cultura na região metropolitana de Maringá. “Desenvolvemos em Maringá uma tecnologia social envolvendo agentes culturais, empresários e contabilistas. Estes últimos não como captadores, mas como efetivos trabalhadores da cultura. Convocamos os escritórios de contabilidade a adotar a prática de oferecer a renúncia fiscal como uma ação de responsabilidade social com a cidade”, explica Marcelo Seixas, consultor do <strong>IMMV</strong> e um dos coordenadores do <strong>Captarte</strong>.</p>
<p>O programa promove minicursos e palestras tanto para os agentes culturais quanto para os contabilistas e oferece apoio técnico às empresas. Marcelo Seixas conta que o <strong>Captarte</strong> visa superar as dificuldades que as cidades médias e pequenas do interior do país encontram para ter acesso aos instrumentos da <strong>Lei Rouanet</strong>. “Cidades do interior estão inseridas em contexto bem diferente. Parte bastante significativa do setor agrícola é cooperativado e o ‘ato cooperativo’ não é tributado no imposto de renda. Assim, a riqueza produzida pelas grandes cooperativas de nossa região não se traduz em mecanismos como o da <strong>Lei Rouanet</strong>”, explica Seixas.</p>
<p>O <strong>Captarte </strong>busca dar suporte a arranjos locais que<strong> </strong>mobilizem empresários, instituições culturais, produtores e artistas, apostando na responsabilidade social em detrimento do marketing cultural: “essa lógica não nos interessa, pois não temos muitas grandes empresas”, afirma Marcelo Seixas. Segundo o coordenador, o programa é voltado para empresas que poderão investir valores em torno de R$ 800 reais por ano. “Com uma participação assim, mesmo que para a publicação de um livro, se aplicássemos a lógica do marketing cultural teríamos que produzir um anexo só com as logomarcas dos patrocinadores”, explica.</p>
<p>A ideia, embutida no conceito de responsabilidade social cultural, é fazer com que os recursos investidos em projetos culturais permaneçam na cidade, promovendo assim a economia local, já que, de outra forma, retornariam à União como impostos. “Temos uma sociedade civil muito organizada, participativa e bastante comprometida com o desenvolvimento. Também a maioria dos recursos vem de destinações de pessoa física, o que comprova o comprometimento da sociedade local”, completa Seixas.</p>
<p>O <strong>Captarte</strong> recebe também propostas de projetos culturais de produtores de outros Estados, que são avaliadas por comissão composta por representantes de toda a sociedade civil local. Dessa forma, o programa permite que projetos nacionais, que não chegariam até Maringá por falta de recursos, possam ser realizados na cidade. É o caso, por exemplo, do <a title="Festival Internacional de Cinema Infantil" href="http://www.festivaldecinemainfantil.com.br/2011/" target="_blank"><strong>Festival Internacional de Cinema Infantil – FICI</strong></a>, que ocorre em 10 cidades do país e cuja realização em Maringá está sendo negociada.</p>
<p><em><strong><span style="color: #888888;">Bernardo Vianna / blog Acesso</span></strong></em></p>
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		<title>Oficinas de TV ajudam a resgatar a autoestima de adolescentes em conflito com a lei</title>
		<link>http://bernardovianna.com/2012/04/oficinas-de-tv-ajudam-a-resgatar-a-autoestima-de-adolescentes-em-conflito-com-a-lei/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Apr 2012 17:00:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Vianna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos da Crianças e do Adolescente]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[VIA blog]]></category>

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		<description><![CDATA[A TV Novo Degase, projeto realizado pelo Departamento Geral de Ações Socioeducativas – Novo Degase, da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro, é a primeira TV no mundo produzida por pessoas privadas de liberdade. O objetivo é criar, por meio das oficinas de televisão, espaço sócio-pedagógico propício para o desenvolvimento da autoestima dos jovens em conflito com a lei e que facilite o aprendizado da escrita, da leitura e do relacionamento social.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Publicado originalmente em <a title="VIA blog" href="http://www.viablog.org.br/" target="_blank">VIA blog &#8211; Direitos da Criança e do Adolescentes</a> em 24 de janeiro de 2012.</em></p>
<p>A <a title="TV Novo Degase" href="http://www.tvnovodegase.net/" target="_blank"><strong>TV Novo Degase</strong></a>, projeto realizado pelo <strong>Departamento Geral de Ações Socioeducativas – Novo Degase</strong>, da <strong>Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro</strong>, é a primeira TV no mundo produzida por pessoas privadas de liberdade. O objetivo é criar, por meio das oficinas de televisão, espaço sócio-pedagógico propício para o desenvolvimento da autoestima dos jovens em conflito com a lei e que facilite o aprendizado da escrita, da leitura e do relacionamento social.</p>
<p>Os jovens sugerem pautas, produzem os programas e realizam entrevistas, muitas delas com autoridades ou celebridades selecionadas por eles. Dentre as personalidades já entrevistadas estão o jornalista e escritor Arnaldo Niskier, o cartunista Maurício de Sousa, o governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, a escritora Thalita Rebouças e o juiz Marcius da Costa.</p>
<p><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/ITn_bdel9wc" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>As oficinas são realizadas duas vezes por semana dentro dos <strong>Centros de Internação</strong> e, mediante decisão da <strong>Vara da Criança e do Adolescente</strong>, os jovens podem obter permissão para realizar reportagens externas em locais como o <strong>Parque Lage</strong>, a <strong>Casa França Brasil</strong> e o <strong>Palácio das Laranjeiras</strong>. Segundo a pedagoga Andressa Werneck, que integra a equipe do projeto desde o seu início, “o trabalho, apesar de ter como pano de fundo a questão técnica da operação de câmera ou da produção de um roteiro, tem como principal objetivo promover valores como cidadania, trabalho em equipe, respeito e, principalmente, o resgate da autoestima dos jovens”, diz.</p>
<p>No final de 2011, a <strong>TV Novo Degase</strong> formou a quarta e a quinta turmas do projeto e pretende formar mais cinco turmas até o final de 2012. Ao final das oficinas, que duram três meses e oferecem dez vagas por turma, os jovens recebem certificados, embora, como ressaltou Andressa, não se trate de um curso de capacitação. “Alguns poucos adolescentes trabalham com vídeo depois de libertos, filmando eventos como festas e casamentos”, completou a pedagoga. Dois jovens da primeira turma, hoje, trabalham como monitores do projeto com carteira assinada.</p>
<p>A seleção dos jovens para as oficinas é feita por meio de testes de vídeo, de trabalho em grupo e de redação. É pré-requisito ter cursado até o sexto ano do ensino fundamental e, por isso, a maioria dos jovens selecionados tem entre 16 e 20 anos de idade – as turmas são mistas. Para Andressa Werneck, “o principal é que os jovens querem muito participar das oficinas”.</p>
<p>De acordo com a pedagoga, a ideia é mostrar que eles podem mudar de vida. Ela conta que, como dentro das instituições não existem espelhos, o jovem se surpreende ao ver sua imagem através das câmeras e sente o desejo de melhorar essa imagem. Para Andressa, trata-se de um processo de reconstrução da própria imagem. As oficinas trabalham também a apresentação de outras perspectivas de vida para os jovens. “Fala-se sobre religião, por exemplo, e aprende-se a conviver com outros credos. Muitos vão para fazer amigos; para conhecer jovens com quem não podiam interagir por serem de facções rivais. Durante as dinâmicas de relaxamento, há um momento em que os jovens dão as mãos a pessoas com quem tinham uma relação de conflito”, revela.</p>
<p>O projeto foi criado por Eduardo Caon, então coordenador de <strong>Educação, Cultura, Esporte e Lazer do Novo Degase</strong>, no final do ano de 2009. O primeiro programa da <strong>TV Novo Degase</strong> foi ao ar, via internet, em outubro de 2010 e, em dezembro do mesmo ano, foi realizada a cerimônia de inauguração da TV na <strong>Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro</strong>. Atualmente, seus programas também podem ser vistos na grade de programação semanal da <a title="TV Alerj" href="http://www.tvalerj.tv/" target="_blank"><strong>TV Alerj</strong></a>.</p>
<p>Segundo Caon, a metodologia do projeto é passível de ser replicada em outras instituições, o que já está em via de acontecer. A <strong>Fundação de Atendimento Sócio-Educativo – FASE</strong> acaba de visitar o <strong>Novo Degase</strong> com o objetivo de levar a experiência do projeto ao Rio Grande do Sul. “Quanto mais esse material for reproduzido mais estaremos contribuindo para a desestigmatização dos jovens”, conclui o coordenador de <strong>Educação, Cultura, Esporte e Lazer do Novo Degase</strong>.</p>
<p><em><strong><span style="color: #888888;">Bernardo Vianna / VIA blog</span></strong></em></p>
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		<title>Mapeamento das comunidades tradicionais de terreiro pode ajudar a definir políticas públicas</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Mar 2012 17:00:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Vianna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Blog Acesso]]></category>
		<category><![CDATA[cultura brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>

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		<description><![CDATA[Candomblé, umbanda, tambor de mina, batuque, nação, quimbanda, xambá, omolocô, pajelança, jurema: as religiões de matriz africana e indígena compõem, no Brasil, um cenário amplo e plural. Para melhor compreender tal cenário e conhecer a realidade das comunidades tradicionais de terreiro, foi realizado o projeto Mapeando o Axé. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Publicado originalmente em <a title="Blog Acesso" href="http://www.blogacesso.com.br/" target="_blank">Blog Acesso &#8211; o blog da democratização cultural</a> em 24 de janeiro de 2012.</em></p>
<p><a href="http://bernardovianna.com/wp-content/uploads/2012/02/mapeandooaxe2_fonte_filmes_de_quintal.jpg" rel="prettyPhoto[920]"><img class="alignleft  wp-image-901" title="Foto: Filmes de Quintal" src="http://bernardovianna.com/wp-content/uploads/2012/02/mapeandooaxe2_fonte_filmes_de_quintal.jpg" alt="Foto: Filmes de Quintal" width="272" height="482" /></a>Candomblé, umbanda, tambor de mina, batuque, nação, quimbanda, xambá, omolocô, pajelança, jurema: as religiões de matriz africana e indígena compõem, no Brasil, um cenário amplo e plural. Para melhor compreender tal cenário e conhecer a realidade das comunidades tradicionais de terreiro, o <strong>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome – MDS</strong> e a <strong>Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura – UNESCO</strong>, em parceria com a <strong>Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – SEPPIR</strong> e a <strong>Fundação Cultural Palmares – FCP</strong>, desenvolveram o projeto <a title="Mapeando o Axé" href="http://www.mds.gov.br/sesan/terreiros/" target="_blank"><strong>Mapeando o Axé</strong></a>. A pesquisa socioeconômica e cultural das comunidades tradicionais de terreiro foi realizada nas capitais dos Estados de Minas Gerais, Pernambuco, Pará e Rio Grande do Sul.</p>
<p>Segundo Eloi Ferreira de Araujo, presidente da <strong>Fundação Cultural Palmares</strong>, o governo brasileiro tem uma longa dívida com as comunidades remanescentes de terreiros. “As comunidades são a essência da matriz cultural africana e afro-brasileira. O mapeamento busca conhecer a realidade dessas comunidades, criando as condições necessárias para que as políticas públicas cheguem até elas. Além disso, garante sua preservação cultural e proteção como patrimônio imaterial”, explica.</p>
<p>Realizada entre maio e agosto de 2010 pela <a title="Associação Filmes de Quintal" href="http://filmesdequintal.org.br/" target="_blank"><strong>Associação Filmes de Quintal</strong></a>, instituição habilitada por meio de edital público, a pesquisa mapeou 4.045 terreiros em regiões metropolitanas, sendo 1.089 deles em Belém; 353 em Belo Horizonte; 1.342 em Porto Alegre; e 1.261 em Recife. Entre os objetivos, estavam descobrir quem são, onde estão localizados, quais as principais atividades comunitárias, qual a situação fundiária e demais aspectos socio-culturais e demográficos.</p>
<p>De acordo com Marcelo Vilarino, antropólogo da <strong>Associação Filmes de Quintal</strong> e um dos coordenadores da pesquisa, a valorização e o reconhecimento da importância histórica das comunidades negras no Brasil puderam ser observadas nas falas e nas ações das lideranças das casas religiosas. “Damos destaque para o movimento pelo fim da intolerância religiosa e pela aplicabilidade da lei que garante a liberdade de culto no país”, conta.</p>
<p>Vilarino enfatiza que, em regiões periféricas dos grandes centros urbanos, em geral não alcançadas pelos serviços públicos, as comunidades dos terreiros e suas lideranças exercem diversos papéis importantes, tanto como conselheiros espirituais quanto no desenvolvimento de ações de apoio à saúde, cultura e educação e de combate à violência contra a mulher. “Os terreiros são espaços privilegiados de solidariedade. As pessoas são respeitadas pela sua própria existência e por poderem ser instrumentos da ação das forças divinas na terra, no ato da incorporação espiritual. Nessas comunidades, tudo é partilhado e ninguém passa fome. O pouco que se tem é distribuído ou reaproveitado, sendo o desperdício inexistente, diante do processo dinâmico de distribuição do excedente”, conta o antropólogo.</p>
<p>Segundo Marcos Dal Fabbro, diretor de <strong>Promoção à Alimentação Adequada da Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional</strong> do <strong>MDS</strong>, o levantamento buscou difundir a importância da localização das comunidades no espaço geográfico das cidades, fazer sua contabilização e realizar um diagnóstico sociocultural focado em segurança alimentar e nutricional. “As comissões de acompanhamento da pesquisa foram formadas por lideranças das comunidades tradicionais de terreiros, representantes de órgãos governamentais locais – que possuem interlocução com os atores sociais em foco –, e de movimentos negros organizados, além de outras instituições e de pessoas como yalorixás, babalorixás, mametus, tatetus, zeladores, mães e pais de santo”.</p>
<p>A partir das informações coletadas, foi construído um banco de dados sobre as comunidades tradicionais de terreiro, com o objetivo de servir como referência para a formulação de políticas públicas, em especial as de promoção da segurança alimentar e nutricional. “Os terreiros podem ser vistos como facilitadores de ações de assistência social, saúde e segurança alimentar e espaços de promoção social e inclusão produtiva. A sintonia com as necessidades locais faz com que sejam potenciais espaços para a identificação de demandas para formações e capacitações voltadas à comunidade”, conta Dal Fabro. Para ele, a sustentabilidade cultural e a segurança alimentar estão relacionadas à promoção da autonomia dos terreiros quanto à produção de alimentos adequados e saudáveis, por meio de atividades como hortas comunitárias, quintais produtivos e agricultura urbana. “Os terreiros também são locais de saberes tradicionais femininos, que junto à diversidade étnica e religiosa, precisam ser respeitados e trabalhados do ponto de vista de políticas culturais e educacionais”, enfatiza o diretor de <strong>Promoção à Alimentação Adequada da Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional</strong> do <strong>MDS</strong>.<em></em></p>
<h3><strong>Preservação da matriz cultural africana</strong></h3>
<p>Sobre a contribuição do mapeamento das comunidades tradicionais de terreiro para a preservação do patrimônio cultural brasileiro, conversamos com o professor da <strong>Escola de Comunicação – ECO</strong> da <strong>Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ</strong>, Muniz Sodré. Segundo ele, o mapeamento é importante para avaliar a força, a presença geográfica e o lugar social que os terreiros ocupam nas cidades brasileiras.</p>
<p>De acordo com Sodré, as comunidades de terreiro não são movimentos exclusivamente religiosos, mas se apresentam historicamente como organizações políticas capazes de preservar a identidade cultural de matriz africana: “a identificação com a cultura africana sempre esteve ligada aos terreiros”, resume.</p>
<p>O pesquisador também ressaltou a importância do mapeamento dos terreiros para a proteção jurídica territorial, possibilitando a regulamentação fundiária das comunidades tradicionais. Da mesma forma, a legitimação das comunidades de terreiro junto ao Estado é também importante para proteger sua cultura do assédio de outras religiões de cunho fundamentalista e discriminatório. Sodré ressaltou ainda a modernidade das religiões de matriz africana em relação ao respeito que prestam às demais religiões, um “respeito fortalecedor da convivência religiosa”. Para ele, é sadio para a democracia e para a cultura brasileira que os terreiros estejam sob a proteção do Estado.</p>
<p><em><strong><span style="color: #888888;">Bernardo Vianna / blog Acesso</span></strong></em></p>
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		<title>O futuro do jornalismo em cinco vídeos</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 15:46:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Vianna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
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		<category><![CDATA[internet]]></category>
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		<description><![CDATA[Um panorama sobre o futuro do jornalismo a partir de cinco vídeos disponíveis na web. O que muda no jornalismo com o surgimento de novos meios, novas ferramentas, novos modos de interação com o público e novos modelos de negócio?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Um panorama sobre o futuro do jornalismo a partir de cinco vídeos disponíveis na web. O que muda no jornalismo com o surgimento de novos meios, novas ferramentas, novos modos de interação com o público e novos modelos de negócio?</strong></p>
<p>O jornalismo está mudando, já não restam dúvidas. Mas mudando de que forma? A causa das mudanças é o desenvolvimento da tecnologia da comunicação, a emergência de novas mídias, imediatas, integradas em rede, ainda pouco mapeadas, acessíveis àqueles que a indústria acostumou-se a chamar de audiência, mas que agora fazem parte do jogo produzindo, editando e divulgando conteúdo. De que forma as empresas de notícias estão se adaptando para atravessar a crise do modo de publicação e do modelo de negócios? <strong>Tentei não necessariamente responder, mas comentar tais questionamentos reunindo os cinco vídeos a seguir.</strong></p>
<h3><strong>1. O novo meio</strong></h3>
<p>O novo meio é a tela. Isso significa o fim do papel? Ainda não. Segundo o <a title="Special report: The news industry" href="http://www.economist.com/printedition/2011-07-09" target="_blank">The Economist</a>, embora <strong>o número de jornais impressos diários</strong> tenha diminuido ao longo dos últimos anos nos países industrializados, <strong>nos países em desenvolvimento</strong> o mesmo número <strong>está crescendo</strong>: 6,1% na África do Sul, 10,4% na China, <strong>20,7% no Brasil</strong> e 39,7% na Índia (crescimento da circulação média entre 2005 e 2009).</p>
<p>O vídeo abaixo foi <a title="Phillip Mendonça-Vieira" href="http://okayfail.com/2011/nytimes-timelapse.html" target="_blank">criado por Phillip Mendonça-Vieira</a>, que observou que a maioria das publicações on-line não mantém um arquivo do layout de suas páginas iniciais. As primeiras páginas dos jornais impressos são fontes importantes para historiadores pois mostram os fatos que os jornalistas julgaram mais relevantes em determinado dia, e isso se perde com as publicações digitais. Composto por <strong>12 mil visualizações da página inicial do portal do New York Times</strong> &#8211; o site jornalístico mais popular da web -, o vídeo mostra os principais acontecimentos do mundo, segundo o jornal norte-americano, entre setembro de 2010 e julho de 2011.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/sCKGOiauJCE" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p><em>(Atenção aos eventos: resgate dos mineiros chilenos em 0:39, primavera árabe em 3:38 e tsunami no Japão em 4:54)</em></p>
<h3><strong>2. O modelo de negócio</strong></h3>
<p><a title="A little local difficulty - The Economist" href="http://www.economist.com/node/18904190" target="_blank">Aconteceu quando surgiram os canais de TV pagos com notícias 24h e acontece agora novamente com a internet</a>: a debandada de anunciantes para a nova mídia em que o público estiver focando sua atenção no momento. Em um modelo de negócios como o das empresas de jornalismo dos EUA (que em geral é reproduzido no Brasil), em que cerca de <strong>80% da renda tem origem na venda de espaços publicitários</strong>, esse movimento causa inquietação. Por esse motivo tornou-se tão importante para os jornais criar novos modelos que façam com que seus portais na web gerem renda (e eu não estou nem falando de lucro, trata-se de<strong> renda para manter os jornais funcionando</strong>).</p>
<p><strong><a title="Como anda o paywall do NYTimes? - Tiago Dória" href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2011/07/26/como-anda-o-paywall-do-nytimes/" target="_blank">A bola da vez é o paywall do NYT</a></strong>. Ao navegar pelo website do jornal norte-americano, o usuário pode ler até 20 artigos por mês antes de ser convidado a pagar para ter acesso a mais conteúdo. <a title="The NYT Paywall Is Out of the Gate Fast - Columbia Journalism Review" href="http://www.cjr.org/the_audit/the_nyt_paywall_is_out_of_the.php" target="_blank">Tendo atingido a marca de 244 mil pagantes em três meses</a>, a <strong>experiência coloca em dúvida a ideia de que o público não estaria disposto a pagar por conteúdo digital</strong>.</p>
<p>David Carr, repórter do NYT e um dos protagonistas do documentário <a title="Page One: Inside the New York Times" href="http://www.magpictures.com/pageone/" target="_blank">Page one: Inside the New York Times</a>, fala sobre a situação financeira do jornal em que trabalha durante a entrevista no vídeo abaixo (antes de passar para a análise do escândalo das escutas telefônicas do News of the World). Quando o entrevistador, referindo-se ao <strong>paywall</strong>, pergunta “So the grey lady has turned into the painted harlot?” (&#8220;Então a dama cinza &#8211; apelido do NYT por conta de sua tradição de publicar mais texto do que imagens &#8211; se transformou em prostituta pintada?&#8221;), Carr devolve “That’s part of the brand repositioning&#8221; (&#8220;<strong>É parte do reposicionamento da marca</strong>&#8220;).</p>
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<div style="margin-right: auto; margin-left: auto; margin-top: 15px; margin-bottom: 15px;">
<div style="background-color: #000000; width: 520px;">
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<p><object width="512" height="288" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://media.mtvnservices.com/mgid:cms:video:colbertnation.com:392480" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="base" value="." /><param name="flashvars" value="" /><embed width="512" height="288" type="application/x-shockwave-flash" src="http://media.mtvnservices.com/mgid:cms:video:colbertnation.com:392480" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" base="." flashvars="" /></object></p>
<p style="text-align: left; background-color: #ffffff; padding: 4px; margin-top: 4px; margin-bottom: 0px; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px;"><strong><a href="http://www.colbertnation.com/the-colbert-report-videos/392480/july-19-2011/david-carr">The Colbert Report</a></strong><br />
Get More: <a href="http://www.colbertnation.com/full-episodes/">Colbert Report Full Episodes</a>,<a href="http://www.indecisionforever.com/">Political Humor &amp; Satire Blog</a>,<a href="http://www.colbertnation.com/video">Video Archive</a></p>
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<h3><strong>3. O meio de produção</strong></h3>
<p>Então <strong>como integrar de forma simples e barata as versões web e impressa de uma publicação?</strong> A resposta encontrada por <a title="William P. Davis" href="http://wpdavis.com/" target="_blank">William P. Davis</a> foi desenvolver, no <a title="Bangor Daily News" href="http://www.bangordailynews.com/" target="_blank">Bangor Daily News</a>, <a title="Bangor Daily News completes final switch to WordPress" href="http://dev.bangordailynews.com/2011/06/13/bangor-daily-news-completes-final-switch-to-wordpress/" target="_blank">um sistema editorial baseado em software livre, utilizando o WordPress como plataforma de publicação</a>. O mais interessante: o <strong>WordPress foi totalmente integrado ao InDesign</strong>, o que significa que o que é publicado on-line segue diretamente para a montagem do jornal impresso, ou seja, o jornal tem um só sistema de gerenciamento de conteúdo (um software gratuito) tanto para a versão on-line quanto para a versão impressa.</p>
<p>Em suma, <strong>o processo editorial do jornal segue as seguintes etapas</strong>: 1. Os artigos são escritos utilizando o Google Docs, onde passam pelo processo de edição utilizando as etiquetas e comentários do sistema; 2. Os documentos com os artigos prontos para publicação são então enviados para o WordPress via XML com apenas um click (por meio de um <a title="Docs to WordPress" href="http://wordpress.org/extend/plugins/docs-to-wordpress/stats/" target="_blank">plugin desenvolvido pela equipe de Davis</a>); 3. No WordPress, os editores publicam o artigo na web e preparam os títulos e subtítulos para a versão impressa; 4. Os artigos então seguem para o InDesign via <a title="InDesign Tagged Text" href="http://livedocs.adobe.com/en_US/InDesign/5.0/tagged_text.pdf" target="_blank">tagged text</a> para a preparação do jornal para impressão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe src="http://www.screenr.com/embed/8J8s" frameborder="0" width="650" height="396"></iframe></p>
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<h3><strong>4. Produção de conteúdo de muitos para muitos</strong></h3>
<p><a title="The people formerly known as the audience - The Economist" href="http://www.economist.com/node/18904124" target="_blank">As pessoas, antes chamadas de &#8220;a audiência&#8221;, agora fazem parte da produção de conteúdo</a> graças às mídias sociais. Cabe aqui, antes de mais nada, uma observação sobre a diferença entre redes e mídias sociais: vamos chamar de rede social o ambiente em que as pessoas reúnem seus contatos e trocam informações com eles, as redes são, <a title="Redes sociais, mídias sociais e mídias digitais: Qual a diferença?" href="http://midiabuzz.com.br/midias-sociais/redes-sociais-midias-sociais-e-midias-digitais-qual-a-diferenca" target="_blank">segundo o Mídia Buzz</a>, &#8220;formas de representação dos relacionamentos afetivos ou profissionais dos seres entre si, em forma de rede ou comunidade. (&#8230;) Mídia social é o termo usado para definir a interação interpessoal no meio eletrônico, e trata-se da produção de conteúdo de muitos para muitos. <strong>É importante deixar claro que as redes sociais são apenas parte das mídias sociais</strong>&#8220;.</p>
<p>A &#8220;produção de conteúdo de muitos para muitos&#8221; pode ser &#8211; e cada vez mais está sendo &#8211; utilizada pelos jornais para criar <strong>conteúdo único, alimentado pela comunidade de usuários da Internet por meio das APIs de diversas ferramentas de web 2.0</strong>. Por exemplo, quando o escândalo dos grampos telefônicos veio a tona no Reino Unido, <a title="How Twitter tracked the News of the World scandal - The Guardian" href="http://www.guardian.co.uk/media/interactive/2011/jul/13/news-of-the-world-phone-hacking-twitter" target="_blank">o Guardian criou uma página alimentada pelos tweets sobre o assunto</a>, gerando uma visualização de quais foram os principais eventos e de como a comunidade reagiu a eles. É o que mostra o vídeo abaixo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/OUw6AxdKPzs" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>5. Do que não podemos nos esquecer</strong></h3>
<p>Por fim, o vídeo a seguir traz uma reflexão de Brian Storm, fundador da <a title="MidiaStorm" href="http://mediastorm.com/" target="_blank">MidiaStorm</a>, um estúdio de produção de conteúdo multimídia especializado em contar histórias de conteúdo humano com profundidade, o oposto de uma <strong>tendência muito comum na web que tem como prática a produção em massa de conteúdo superficial</strong>. Afinal, <strong>visualizações de página são a melhor unidade de medida para se verificar o sucesso de um produto jornalístico? É possível medir a responsabilidade cívica original do jornalismo?</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/16685171?portrait=0&amp;color=ffffff" frameborder="0" width="600" height="337"></iframe></p>
<p><a href="http://vimeo.com/16685171">Metrics for Newspapers</a> from <a href="http://vimeo.com/havard">Håvard Ferstad</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<p><img src='http://bernardovianna.com/wp-content/uploads/2011/08/banner021.jpg'></p>]]></content:encoded>
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		<title>Imprensa alternativa brasileira e a contra cultura</title>
		<link>http://bernardovianna.com/2011/07/jornalista-lanca-livro-sobre-a-imprensa-alternativa-brasileira-e-a-contra-cultura/</link>
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		<pubDate>Tue, 12 Jul 2011 15:53:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Vianna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Multifoco]]></category>
		<category><![CDATA[imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[indústria cultural]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[mídia independente]]></category>

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		<description><![CDATA[É com grande prazer que aproveito este espaço para falar do mais recente livro do jornalista Bruno Delecave, "Imprensa Alternativa Brasileira e a Contra Cultura", lançado em 14 de maio de 2011, pelo selo Luminária Academia, da editora Multifoco, aqui no Rio de Janeiro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O jornalista Bruno Delecave é amigo de longa data, dos tempos de faculdade. Desde então, compartilhamos grande interesse pelo tipo de jornalismo comprometido em questionar as normas sociais e propor alternativas.  Por isso, é com grande prazer que aproveito este espaço para falar de seu mais recente livro, <a title="Imprensa Alternativa Brasileira e a Contra Cultura - Editora Multifoco" href="http://www.editoramultifoco.com.br/literatura-loja-detalhe.php?idLivro=&amp;idProduto=464" target="_blank">&#8220;Imprensa Alternativa Brasileira e a Contra Cultura&#8221;, lançado em 14 de maio de 2011, pelo selo Luminária Academia, da editora Multifoco</a>, aqui no Rio de Janeiro.</p>
<p>Bruno, que também é poeta, estreou no mercado editorial em 2007, com a publicação de <a title="Malícia &amp; Babilônia" href="http://delecave.blogspot.com/2007/11/vendas-on-line.html" target="_blank">Malícia &amp; Babilônia</a>, livro de poemas editado pela Ibis Libris. Foi, aliás, por meio da poesia que o jornalista ingressou no mundo das publicações independentes: &#8220;Durante a adolescência, aprendi a declamar poemas e, em seguida, comecei a escrever os meus. O resultado foram declamações no Rio e em algumas outras cidades do Brasil e a criação da publicação autônoma Malicear, onde divulgava meus poemas de maneira independente.&#8221; O jornalista também trabalhou no Pasquim 21, onde, segundo ele, se apaixonou por um tipo de imprensa iconoclasta e bem humorada. Quando veio o desejo de fazer uma pesquisa acadêmica sobre o tema, Bruno buscou, no estilo de seu texto, proporcionar uma leitura instigante e divertida, porém sem descuidar do rigor acadêmico.</p>
<p><a href="http://bernardovianna.com/wp-content/uploads/2011/07/convite-imprensaalternativabrasileira1.jpg" rel="prettyPhoto[567]"><img class="aligncenter size-full wp-image-571" title="imprensa alternativa brasileira e a contra cultura" src="http://bernardovianna.com/wp-content/uploads/2011/07/convite-imprensaalternativabrasileira1.jpg" alt="imprensa alternativa brasileira e a contra cultura" width="280" height="257" /></a></p>
<p>Agora, com a licença do leitor, vou deixar o autor falar sobre sua obra:</p>
<blockquote><p>Há quem diga que a contracultura acabou. Outros afirmam que ela é uma atitude, um ponto de vista, e nunca acabará. Já a imprensa alternativa parece ter migrado para a Internet, onde fica perto dos seus seguidores e longe dos seus inimigos. O livro Contracultura e Imprensa Alternativa no Brasil, do jornalista Bruno Delecave, resgata a memória do periódico Luta &amp; Prazer e aborda a contracultura sob uma ótica ora histórica, ora sociológica, revelando suas ligações com o modernismo. O livro avança sobre a pesquisa da história da imprensa (alternativa) brasileira, colocando a peça que faltava para sua migração para a Internet.</p>
<p>Com introdução assinada pelo coordenador do curso de Jornalismo da PUC-Rio, Leonel Aguiar, o livro percorre as diversas fases da contracultura no Brasil e no mundo,</p>
<p>contextualizando o seu papel vanguardista através da história e situando-a na fronteira entre o moderno e o pós-moderno. Feito isto, o autor parte para as trincheiras do jornalismo alternativo brasileiro, em sua trajetória para escapar das garras da censura (de direita e esquerda) e adentrar dentro da década de 80 como uma nova esquerda, decidida a ter voz. &#8220;Recheado de fotos, entrevistas e sempre dialogando com diversos autores, o livro que Delecave nos dá de presente para o pensamento percorre essas questões e muitas outras. Uma leitura indispensável para o prazer da vida e a potência de viver”, e logia Leonel Aguiar.</p>
<p>Para o também jornalista Toninho Vaz, expoente da contracultura brasileira, a obra ultrapassa o mérito literário ao contribuir para a formação de um novo olhar sobre a temática e articular autores emblemáticos como Allen Ginsberg, Marcuse,Wilhen Reich, ThimotyLeary, Aldous Huxley, Luis Carlos Maciel, Paulo Leminski e Torquato Neto. “Ao registrar as cenas acontecidas nas correntes do engajamento, em maio de 68, Delecave direciona o olhar ao sentido oposto, na contracultura dos acontecimentos. Para isso, o livro vasculha a literatura pertinente: por suas páginas circulam com exatidão os gurus da nova (velha) era”, comenta Toninho Vaz.</p></blockquote>
<p><img src='http://bernardovianna.com/wp-content/uploads/2011/07/banner111.jpg'></p>]]></content:encoded>
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