Ao dono de terra
(pastiche de poema de Samih al-Qasim)
- Esta terra me pertence.
- Você pertence à terra.
- Acha que tem o direito
de violar estas cercas?
- Tenho a justiça
de quem tem fome.
- A raiva enrubesce a sua face.
- É a cor da terra.
- Use este facão para o trabalho,
eu o aceitarei como criado.
- Nunca mais serei explorado.
- Você é um criminoso.
- Não matei de fome,
não matei doente,
não matei à bala,
não acorrentei e não oprimi.
- Você é um miserável, é um cão!
- Os deuses dançam
quando canto um ponto,
eles reconhecem
a fé do rebelde!




abr 15, 2009 @ 00:52:45
li voltaire e victor hugo.. mas vou procurar ler os q vc me indidou..
bjos..
abr 15, 2009 @ 18:39:07
Querido amigo avassalador…
Curiosamente, encontrei há dias um livro organizado por Freire “Babel de Poemas” onde há poesias de Samih. (lindas) entre outros de diversas linguas. Ele foi escolhido como representante da lingua “arabe”.
Enfim, ainda não abri a primeira pagina do livro… mas vou ler vorazmente …depois digo o que achei, ok
abr 15, 2009 @ 21:31:59
Terra, essa é uma coisa que nós não sabemos dar o valor merecido.
Associamos a palavra terra com um pedaço de chão com a escritura em nosso nome, e ela é muito mais do que isso. É o país, a nação. E nós não sentimos isso.
Belo poema.
Abraços
abr 16, 2009 @ 20:51:05
A terra é de quem planta nela. Ou seja, da Monsanto. Certo?
abr 21, 2009 @ 17:32:51
Estranho como fazemos associações irracionais à respeito da palavra “terra”. Terra não é só chão. E há quem muito seja discriminado, pisoteado, jogado – porque quer um pedaço da terra que É chão.
Belo texto.
Um abraço!
set 04, 2009 @ 23:20:35
Belo poema, mas é triste reconhecer que a Terra ainda permanece nas mãos de poucos donos, seja planeta, nação ou propriedade.