Andaluza
às vezes desperto de algum sonho que é também memória de outras vidas das quais herdei meu amor pelos desertos e por aquelas figuras de fogo que dançam aquecendo o ar com sua carne sagrada e sobem ao céu escuro para brincar de guias de andarilhos e amantes clandestinos de lá se lançando e riscando de luz a noite para por fim dormir cobrindo toda a paisagem como se fossem poeira ou neblina pois quando desperto carrego comigo senão saudade de causar inveja a Deus ele próprio sempre tão solitário embora trace a coreografia do cheio e do vazio

gostei
prefiro as secções de poesia do teu blog, meu velho… =)
coisa de quem está perdendo o tato para os importantes dados da política e violência urbana.
bernardo: irei para jundiaí sexta-feira – tenho uma embrião de idéia que quero dividir com você. vamos tentar (seriamente) nos encontrar, sábado talvez?
diogo
31 mar 09 às 09:43